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CROWDLENDING PORTUGAL – As Melhores Plataformas Crowdfunding Portugal

portugal crowdlending 2019

Se anda à procura de novos investimentos para fazer, deve já saber que tem várias hipóteses. Desde os tradicionais certificados de aforro aos depósitos a prazo, não esquecendo o investimento na Bolsa de Valores (tanto em Portugal como na Europa ou mesmo nos Estados Unidos). No entanto, se nenhuma destas opções lhe agrada ou se já tem algum dinheiro investido em cada um destes instrumentos financeiros, então vai gostar de saber que há mais uma alternative em Portugal – o crowdlending também conhecido como empréstimo coletivo.

Quer conhecer as melhores plataformas de crowdlending europeias para investir em Portugal? Aqui deixamos-lhe o nosso TOP 10 de teias que não podem faltar na sua carteira!

O Que É O Portugal Crowdlending?

O crowdlending é uma nova tendência tanto na Europa como nos Estados Unidos da América. De facto, começa já a notar-se a sua popularidade crescente sendo que vale já cerca de 13 mil milhões de euros.

Explicando de uma forma extremamente simples, o crowdlending é um empréstimo realizado entre particulares sem a intervenção de qualquer banco.

A origem do crowdlending vem desde o P2P ou peer-to-peer. Se também não ouviu falar desta forma de financiamento, temos de dizer-lhe que é uma forma de financiamento participativo que teve a sua origem em 2005 através da Zopa, uma plataforma inglesa.

O P2P surgiu para dar resposta à dificuldade de acesso ao crédito por parte de pequenas e médias empresas. Como sabe, as PMEs, apesarem de dominarem o setor empresarial em Portugal, não podem contar com muitos apoios governamentais. E, como no início da laboração é necessário um grande investimento, elas precisam de bastante capital. Se bem que poderiam recorrer aos bancos para tentar um financiamento, o certo é que a maioria das PMEs que o faz vê os seus pedidos rejeitados. Afinal de contas, ainda são pequenas ou iniciaram a sua laboração há pouco tempo e, como tal, não têm grandes contrapartidas a oferecer aos bancos.

Desta forma, e perante esta situação, aparece o P2P que é um empréstimo realizado entre particulares apenas sem recurso a qualquer entidade financeira. Desta forma, são eliminados todos os procedimentos e burocracias da banca.

Peer to Peer Lending Portugal Vs Empréstimos Tradicionais

Desde logo, a grande diferença entre estes dois tipos de empréstimos tem a ver com as partes envolvidas. Enquanto no peer-to-peer, os intervenientes são apenas particulares, no caso dos empréstimos tradicionais, há sempre o recurso a uma entidade financeira nomeadamente o banco.

No entanto, esta não é a única diferença entre os dois.

No caso dos empréstimos tradicionais, as taxas de juro cobradas pelos bancos tendem a ser muito elevadas para os tomadores dos empréstimos. De igual modo, e como as taxas de rentabilidade são também baixas para os investidores, esta margem fica toda para si.

Já no caso do peer-to-peer, há vantagens para ambos os lados. Se de uma lado o investidor ganha dinheiro, do outro, o empresário consegue finalmente o montante que necessita para para que a sua empresa comece a laborar e a crescer de acordo com o seu plano de negócios original.

Como Funciona O P2P Lending Portugal

Na realidade, o crowdlending funciona de uma maneira bastante simples. Os diferentes investidores decidem qual o montante que querem emprestar a qual a taxa de juro a aplicar sobre o investimento. É depois acordado um prazo para pagamento da dívida. A dívida deverá ser paga, mensalmente, pela empresa dos credores.

Se ainda não percebeu muito bem como é que os investidores ganham dinheiro, então basta olhar para eles como olha para os bancos quando vai fazer um empréstimo tradicional. Se tem um empréstimo com uma entidade bancária, sabe que além do valor da dívida paga também o juro adicional mensalmente. Isto também acontece com os empréstimos coletivos. E, com certeza que também sabe que os bancos ganham o valor dos seus juros. Aliás, esta é a contrapartida por lhe emprestarem o dinheiro. E isso é exatamente o que acontece também nos empréstimos coletivos. Assim seno, o investidor ganhará mensalmente parte do capital que investiu mais a taxa de juro que foi acordada.

Note que a taxa de juro a ser aplicada aos empréstimos coletivos é sempre superior à taxa praticada pelos bancos nos depósitos a prazo. Desta forma, é mais benéfico e rentável para um indivíduo investir num empréstimo coletivo do que deixar o seu dinheiro numa conta a prazo.

Como Pode Ser Um Investidor

Se está disposto a dar uma oportunidade ao crowdlending or empréstimos coletivos, a primeira coisa que que deve saber é que é bem simples.

Apesar de estar a agir como um investidor individual, deverá utilizar uma das várias plataformas existentes online. Isto deve-se apenas ao facto de se ter de juntar vários investidores privados. Assim sendo, estas plataformas online servem como que intermediário para agregarem potenciais investidores assim como as empresas que estão à procura de um financiamento.

Se prefere procurar à escala global, algumas das maiores plataformas de crowdlending a operar no mercado são a Lending Club, o Funding Circle e a Zopa. No entanto, entendemos perfeitamente que prefira fazer pate de uma plataforma portuguesa. Se bem que ainda recentes, a primeira data de 2015, há em Portugal já algumas plataformas online de empréstimos coletivos. Vamos ver cada uma delas ao detalhe.

Melhores Plataformas Crowdlending Portugal

Raize

A Raize foi a primeira plataforma online de crowdlending a operar em Portugal. Abriu as portas em 2015 e já conta atualmente com cerca de 12 mil investidores.

De forma a poder fazer parte deste grupo de investidores, apenas tem de fazer o seu registo online. Note que é tudo feito de forma gratuita e rápida. De seguida, deve carregar a sua conta e pode começar a escolher as empresas a quem pretende emprestar o seu dinheiro.

Com a Raize pode fazer investimentos entre os 20 euros e os 2495 euros por cada empresa individualmente. Em termos do que pode esperar da sua rentabilidade, a Raize diz que a taxa de juro média se situa nos 7,3%. No entanto, convém lembrar que quando investe, ser-lhe-á cobrada uma comissão única de 3%. Se esta percentagem lhe parece muito, há que lembrar que este é um valor inferior ao cobrado pelos bancos.

Portugal Crowd

Se bem que a Raize foi a primeira plataforma de crowdlending a operar em Portugal, podemos também dizer que a Portugal Crowd foi a primeira plataforma online de empréstimos coletivos imobiliários. De facto, a Portugal Crowd apresenta-se como “A casa dos seus investimentos. E dos sonhos de alguém.”

Desta forma, se ao invés de querer investir e ajudar alguma empresa pelo caminho preferir investir em casas para pessoas, então a Portugal Crowd é a plataforma de que precisa.

A Portugal Crowd serve como intermediário para juntar os potenciais investidores com as pessoas que procuram obter empréstimos. Podendo investir entre um mínimo de 50 euros e um máximo de 2499 euros, todos os empréstimos são salvaguardados através de uma hipoteca sobre o próprio imóvel. Ou seja, a garantia para que o empréstimo seja cumprido é o próprio imóvel em si.

De acordo com a Portugal Crowd, a rentabilidade do seu investimento normalmente varia entre os 6% e os 9%.

Assim que crie a sua conta com a Portugal Crowd, poderá ver todos os imóveis listados na plataforma. Tal como acontece com a Raize, os seus investimentos são remunerados mensalmente de acordo com a taxa e o prazo acordados.

ClicInvest

Para começar a investir com a ClicInvest, o processo é bem semelhante aos das plataformas anteriores. Apenas tem de fazer o seu registo que demora menos de 1 minuto e após a introdução dos seus dados, ser-lhe-á enviado um email para que confirme o seu registo.

A partir daqui, já pode aceder à sua área privada de investidor e ver todas as opções que existem de momento e escolher a ou as que mais lhe interessam.

Para que possa começar a investir, terá de transferir os fundos que desejar para a sua conta ClicInvest. Note que poderá investir entre 10 euros e 2499 euros em cada uma das oportunidades que lhe agradem.

Ua boa notícia relativamente à ClicInvest é que não aceitam qualquer empresa para ser financiada. De facto, para que uma empresa seja aceite na plataforma, tem de cumprir certos requisitos. De uma forma automática, a ClicInvest apenas aceita empresas que

tenham um Score Iberiform acima de 4%, que tenham pelo menos 2 anos de atividade e que não tenham quaisquer processos judiciais ou dívidas às finanças pendentes. Mas esta plataforma vai ainda mais longe. Depois de sujeitas as empresas a esta triagem automática, ainda têm de passar por uma avaliação manual que consiste em 4 aspetos diferentes. Apenas passam as que:

– Tiverem uma reavaliação positiva do Score Iberiform

– Tenham um limite de crédito anual suficiente

– Tenham um caixa gerado pelas operações ou EBIT recorrente suficiente

– Demonstrarem o seu caráter.

Housers

Se bem que a Housers tem o seu website em espanhol a funcionar para Portugal, o que é certo é que é mais uma opção aberta aos investidores espanhóis, italianos e portugueses.

Com mais de 106 mil investidores esta plataforma é uma das maiores a operar em Portugal.

Para começar a investir com a Housers, apenas tem de fazer o seu registo online. Depois, terá de esperar entre 1 a 3 dias para que a sua conta seja validada. A partir deste momento, poderá imediatamente aceder a todas as possibilidades de investimento que a plataforma online tem à sua disposição. Com Housers, não poderá investir mais de 3000 euros num único projeto assim como não poderá investir mais de 10000 euros no total durante o período de um ano.

Quer conhecer as melhores plataformas de crowdlending europeias para investir em Portugal? Aqui deixamos-lhe o nosso TOP 10 de teias que não podem faltar na sua carteira!

Como Distinguir Os Bons Dos Menos Bons Investimentos

Uma coisa que precisa de saber é que cada plataforma online de crowlending utiliza a sua própria estratégia para distinguir os diferentes tipos de empréstimos.

Vamos ver alguns casos em particular.

#1: Raize:

No caso da Raize, apenas podem usufruir dos empréstimos coletivos as empresas que contem com dois ou mais anos e que tenham sede fiscal em Portugal. Além disso, devem ter capital positivo e não devem ter dívidas ao Estado.

Para além destes limites, dentro da plataforma verá que as empresas são classificadas de forma diferente. As empresas com o perfil A são as que têm um rating mais seguro, as empresas com perfil B um rating mais ou menos seguro, e as empresas com o perfil C são as menos seguras. Para além disto o ajudar a decidir sobre os investimentos que quer fazer, deve também saber que este rating tem influência sobre a taxa de juro a aplicar.

#2: Housers:

Também a Housers faz a sua própria avaliçaõ de risco de cada um dos empréstimos que tem à sua disposição para escolher. O objetivo é apenas de que o investidor esteja ciente dos riscos que corre quando decide participar num projecto.

O departamento financeiro da Housers faz uma análise exaustiva de todos os riscos associados a cada uma das oportunidades publicadas na plataforma. Desta maneira, a Housers distingue os vários empréstimos seguindo o modelo da Raise com a indicação de letras. Enquanto que um projeto com a letra A será o mais seguro de todos, o projeto com a letra G será o que terá um maior risco associado. De acordom com a Housers, eles classificam todos os projectos na sua plataforma com as letras A, B, C, D, E, F e G.

Crowdlending (Empréstimos Coletivos) E Os Impostos

Quando faz algum investmento, é sempre bom ter em conta os impostos que terá de pagar. Pois bem, no caso da Raize, por exemplo, todos os juros que receber através da plataforma estão sujeitos a retenção liberatória à taxa de 28% na altura em que são auferidos. Na prática, isto significa que o valor que os investidores recebem mensalmente são já líquidos de impostos. Além do mais, este tipo de regime aplicado dispensa-o de declarar qualquer tipo de rendimento da plataforma no final do ano.

No caso da Portugal Crowd, funciona exatamente da mesma forma. Todos os juros que aufira em função do cumprimento de qualquer Contrato de Mútuo celebrado na plataforma estão sujeitos à taxa liberatória à taxa legal em vigor. Desta forma, também com a Portugal Crowd receberá a prestação e os jutos mensalmente já líquidos de impostos.